O que muda com a reforma trabalhista para o RH?

É empresário ou atua no departamento Recursos Humanos? Então você já deve ter ouvido todo o burburinho causado pela nova reforma trabalhista, como as mudanças nas faixas remuneratórias e na carga horária, só para citar alguns exemplos.

A regulamentação dessas questões tem agitado também o departamento pessoal das empresas. Afinal, as atividades da área de RH também serão diretamente impactadas por essas possíveis mudanças.

Quer saber o que muda com a reforma trabalhista para o RH e quais os impactos positivos para os negócios? Confira o texto a seguir e acabe com todas as suas dúvidas sobre o assunto!

O que muda com a reforma trabalhista?

Férias fracionadas

Uma das mudanças que mais chamou a atenção dos trabalhadores é que agora muitos acordos deverão ser discutidos entre o funcionário e o empregador. Com isso, cabe ao RH estabelecer mais uma vez uma boa relação entre ambos, formando uma ponte para que tudo seja resolvido de forma amigável e saudável.

Quer um exemplo? Será permitida a divisão das férias anuais de 30 dias em 3 períodos, sendo que pelo menos um desses períodos não seja inferior a 14 dias. Outro detalhe é que esse período de descanso não deve iniciar 2 dias antes de um final de semana ou feriado.

Com a reforma, o parcelamento anual das férias é possível desde que sejam concordadas com as duas partes: colaborador e gestor. Para as empresas essa negociação é bastante positiva, pois, em vez de correr o risco de ficar sem um funcionário afastado por um longo período de tempo, ele poderá negociar com esse trabalhador as datas que melhor atendem às necessidades de ambos.

Mudança na carga horária de trabalho

Ainda hoje, a maioria dos trabalhadores segue uma jornada de trabalho de 8 horas diárias, com a possibilidade de até 2 horas extras, com um tempo semanal de 44 horas regulares. Agora, o trabalhador poderá cumprir um período diário de até 12 horas.

Por um lado, essa mudança leva a uma economia na folha de pagamento. Chega de horas extras ou trabalhos em feriado e finais de semana necessários para não extrapolar a jornada diária de trabalho, que pode ser ampliada de forma mais útil também no momento de finalização dos processos.

Além disso, o tempo do trajeto realizado pelo funcionário entre sua casa e o trabalho não valerá mais como jornada, sendo considerado de sua total responsabilidade. Porém, a empresa continuará como responsável pelo transporte de cada colaborador.

O RH terá de rever todos os contratos de trabalho para realizar as devidas alterações de jornada, caso necessário.

Novas modalidades de trabalho

Dentro dessas mudanças também serão regulamentadas duas modalidades de trabalho: o home office e o trabalho intermitente.

home office será considerado como uma modalidade oficial de contratação, podendo debater diretamente com o setor de Recursos Humanos.

E o trabalho intermitente poderá ter variações no pagamento conforme as horas trabalhadas pelo colaborador, mas tudo dentro de um acordo feito pelo funcionário e a empresa.

Além da possível redução de custos na folha de pagamento, o empresário diminui ainda custos para a manutenção de um colaborador no espaço físico da empresa.

O que não se altera com a reforma?

Apesar das diversas mudanças ocorridas com a reforma trabalhista, existem alguns pontos que não sofrerão alterações e permanecem inegociáveis. Esse é o caso do direito ao FGTS, do seguro-desemprego e do décimo terceiro salário.

É importante que o setor de Recursos Humanos esteja bastante atento a essas mudanças para que, no futuro, não haja transtornos com os funcionários. Uma dica é marcar uma conversa com os colaboradores para tranquilizá-los sobre a reforma e os pontos que não serão alterados por ela.

Quais são os impactos da reforma na folha de pagamento?

A reforma traz outra vantagem às empresas. Como as premiações não serão mais adicionadas à folha de pagamento, o gestor pode adotar o cartão de premiação, uma forma eficiente e econômica de incentivar os colaboradores.

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