Fornecimento de cartão corporativo fica mais vantajoso com nova lei trabalhista

 

A reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro de 2017, modificou diversos aspectos do contrato entre empregador e colaboradores. Entre eles, estão pontos relativos à remuneração de funcionários, o que inclui o uso do cartão corporativo.

Trata-se de uma ferramenta utilizada para controlar os gastos das empresas. Para entender as mudanças na regulamentação do uso do cartão corporativo, é necessário conhecer suas funcionalidades e seu funcionamento. Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto!

O que é o cartão corporativo?

Muitas vezes, funcionários acabam tendo gastos com o cumprimento de tarefas dentro da organização. Para pagá-los, eles costumam utilizar dinheiro físico da empresa ou o próprio, o que gera solicitações de reembolso.

O cartão corporativo é uma solução para essas e outras situações. É possível utilizá-lo para despesas com viagens e alimentação de colaboradores, assim como para o pagamento de terceirizados e contas da empresa.

O cartão pode ser pré ou pós-pago, dependendo da demanda. Assim, a circulação de dinheiro físico na companhia e os riscos para os colaboradores são evitados. Além disso, o controle dos gastos ocorre de forma automatizada e em tempo real, melhorando o controle financeiro da organização.

Porém, antes da reforma trabalhista, a utilização de cartões corporativos para as despesas da empresa não tinha uma regulamentação muito clara. A nova lei trabalhista trouxe ainda mais vantagens para a utilização desse tipo de recurso. Entenda, a seguir, o que mudou.

O que muda com a nova lei trabalhista?

As relações entre colaboradores e empresas são regulamentadas pela CLT — Consolidação das Leis Trabalhistas. Além de instituir normas referentes à jornada de trabalho, às admissões e demissões e à relação de organizações e funcionários com o sindicato, são regulamentadas questões sobre remuneração, benefícios e premiações dos profissionais de uma companhia.  

Em julho de 2017, o Senado aprovou diversas mudanças no texto atual da CLT. Essas atualizações entraram em vigor em novembro deste mesmo ano, trazendo alterações no que se refere à relação entre as despesas e o salário de colaboradores dentro das organizações.

O salário antes da reforma trabalhista

Antes da última reforma trabalhista, existiam contradições no que diz respeito ao que consistia, efetivamente, o salário final do funcionário. Isso porque, segundo a CLT, o salário de um trabalhador era constituído pelo valor fixo pago mensalmente, somado às comissões, às gratificações, aos abonos e às diárias para viagens.

Dessa forma, não ficava claro para o empregador a obrigatoriedade da inclusão de algumas remunerações nesse salário, como é o caso das premiações. Além disso, gastos com viagens e alimentação, que poderiam ser quitados por meio do cartão corporativo, deveriam ser incluídos no valor do salário final do funcionário.

Com isso, havia um aumento do valor da folha de pagamento de uma empresa. Ao incluir esse tipo de gasto no salário final, o empregador se via obrigado a pagar encargos trabalhistas e previdenciários sobre essas despesas adicionais.

A CLT é um documento que foi criado há mais de 70 anos e, apesar de já ter passado por algumas revisões, está desatualizada quanto ao contexto de trabalho da atualidade. Para corrigir essa questão, foi criada e aprovada a nova legislação trabalhista, que deixou questões relativas à remuneração dos trabalhadores mais claras.

A remuneração na nova lei trabalhista

nova lei trabalhista evidenciou o que pode ou não ser considerado como parte do salário do trabalhador. Ela institui que a ajuda de custo, o auxílio-alimentação, as diárias de viagens, os prêmios e os abonos não são somados ao salário da equipe.

Isso significa que o valor do cartão corporativo utilizado para despesas em viagens, alimentação ou qualquer outro tipo de auxílio para o colaborador não é considerado como salário. Dessa forma, tal gasto não faz mais parte da folha de pagamento dos funcionários. Assim, as taxas e os encargos trabalhistas que incidem sobre o salário não são cobrados sobre o cartão corporativo.

Isso tranquiliza os empregadores na hora de utilizar os cartões corporativos para o controle de gastos na empresa. Por ter ficado mais clara a legislação em relação à remuneração, é possível empregar esse recurso sem o risco de receber processos trabalhistas ou multas no futuro.

Além disso, os reembolsos e auxílios de uma companhia não geram reflexos na folha de pagamento dos funcionários. Com isso, o custo de utilização do cartão corporativo ficou ainda melhor, o que o torna mais vantajoso.

Quais os benefícios do uso do cartão corporativo?

cartão corporativo é um recurso que gera diversas vantagens para uma organização. Em primeiro lugar, ele permite um  maior controle financeiro na empresa. Isso porque é fornecido um relatório de despesas que possibilita o acompanhamento de quando e como foram empregadas as quantias pelo colaborador.

Dessa forma, é possível planejar melhor os investimentos financeiros de uma companhia e acompanhar, de forma automatizada, os gastos dos colaboradores. Isso gera maior agilidade para o setor administrativo-financeiro, que diminui a burocracia da análise de notas fiscais para relatórios de gastos ou reembolsos.

Consequentemente, a equipe pode investir o seu tempo em processos mais estratégicos para a organização. Além disso, ao utilizar o cartão corporativo, torna-se viável diminuir a circulação de dinheiro físico dentro do ambiente de trabalho.

Os colaboradores passam a se arriscar menos com idas a bancos e caixas eletrônicos, assim como não precisam transportar altas quantias de dinheiro. Dessa forma, os funcionários e os recursos são protegidos.

Por fim, o cartão corporativo é um recurso com alta flexibilidade, podendo ser utilizado em diversos estabelecimentos e para várias finalidades. Assim, cada um escolhe usá-lo da forma mais adequada à sua realidade e às necessidades da organização.

Portanto, se o cartão corporativo já oferecia uma série de benefícios para uma empresa, hoje ele se mostra ainda mais vantajoso. Com a nova lei trabalhista, seu gasto é menor, tornando o custo/benefício desse tipo de recurso ainda mais atrativo.

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